O corpo de um homem que foi encontrado em avançado estado de decomposição na orla de Iguape, no litoral de São Paulo, na tarde de quarta-feira (31), pode demorar até 30 dias para ser identificado. A suspeita é de que a ossada seja de um surfista que desapareceu há quase dois meses no mar em Imbé (RS).
Os ossos, que estavam em meio a uma roupa de borracha, semelhante àquelas utilizadas por surfistas para entrar no mar, foram localizados na praia do Prelado por banhistas que acionaram o Corpo de Bombeiros e Polícia Militar de Ilha Comprida.
A suspeita é que o corpo seja do surfista Gustavo de Oliveira, de 18 anos. Ele sumiu no mar, em Imbé, em 6 de junho.
A distância entre as duas praias é de quase 700 quilômetros. Ele foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Registro (SP) e, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), deve demorar aproximadamente 30 dias para que haja uma identificação.
Seguindo o procedimento do IML, o primeiro exame a ser realizado para identificação do corpo é o de digital. Como foi encontrada apenas a ossada da vítima, será preciso realizar exames genéticos para descobrir sua identidade e os resultados podem demorar até 30 dias para serem emitidos. Os exames podem utilizar material genético da família ou a arcada dentária da vítima.
Os pais do surfista Gustavo tiveram material genético coletado na quarta-feira a pedido da Polícia Civil de Imbé, que investiga o desaparecimento do jovem no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. As amostras genéticas serão inseridas no Banco Nacional de Perfis Genéticos para cruzamento de dados.


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