Segundo consta em um relatório publicado pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA em 17 de janeiro, três dias antes da posse de Joe Biden, o governo americano pressionou o Brasil a rejeitar a compra da Sputnik V, vacina russa contra a Covid-19.
O documento é um balanço anual sobre as atividades do departamento no ano de 2020, período com atuação do governo do ex-presidente Donald Trump.
Na página 48, assinada pelo então secretário de Saúde Alex Azar, há um trecho que diz que os EUA usaram relações diplomáticas para dificultar as negociações de países como a Rússia, classificados como "mal-intencionados", na comercialização dos imunizantes. "Os exemplos incluem o uso do escritório do Adido de Saúde do OGA [Escritório de Assuntos Globais do Departamento de Saúde dos EUA, na sigla em inglês] para persuadir o Brasil a rejeitar a vacina russa contra a Covid-19", afirma o texto divulgado pelo próprio governo americano.


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