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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Dilma se reúne com Cristina Kirchner em Buenos Aires

Com quase uma hora de atraso por causa das fortes chuvas que atingem a região, a presidente Dilma Rousseff chegou por volta de 12h30 (horário local) desta segunda-feira (31) a Buenos Aires, capital da Argentina. Ela foi recebida pela presidente Cristina Kirchner no Salão Branco da Casa Rosada, sede do poder no país. Depois da reunião resevada com a colega argentina, Dilma segue para um encontro com as avós e mães da Praça de Maio, mulheres que perderam filhos e netos durante o periodo da ditadura militar na Argentina. Um dos momentos mais aguardados da visita da presidente brasileira a Buenos Aires é esse encontro com as mães e avós da Praça de Maio, que é simbólico, pois Dilma lutou contra o regime militar no Brasil quando tinha apenas 17 anos e chegou a ser torturada. Segundo informações do G1, a presidente do grupo Avós da Praça de Maio, Estela Barnes de Carlotto disse no último final de semana esperar que a presidente brasileira batalhe para esclarecer as circunstâncias das mortes de militantes brasileiros nas décadas de 60 e 70. Para ela, a “memória da ditadura” é essencial para evitar o retorno de formas opressivas de governo. “Não nos cabe a menor duvida de que a presidente Dilma buscará a verdade da justiça e da memória. Vai buscar a verdade de uma história de opressão da ditadura. Queremos saber quantas são as vítimas da ditadura no Brasil”, afirmou. Estela contou que, no encontro com Dilma, as Avós da Praça de Maio vão transmitir a experiência de busca por filhos e netos desaparecidos. Através de um método de cruzamento de informações e exames de DNA, o grupo conseguiu localizar 102 homens e mulheres que foram arrancados dos pais militantes durante a ditadura e “doados” a outras pessoas. “Vamos colaborar com ela para uma troca de experiência. Vamos transmitir o método de busca dos netos desaparecidos, que é feito com cruzamento de dados, testes de DNA e parcerias com organizações”, disse. Estela perdeu a filha Laura em agosto de 1978, assassinada por militares. Ela conta que Laura foi presa quando estava grávida . “A Laura passou nove meses em um campo de concentração. Quando o bebê dela nasceu, em julho de 1978, arrancaram ele dos braços dela. Dois meses depois, em 25 de agosto de 1978, Laura foi assassinada em uma rua de Buenos Aires”, contou. Os pais de Laura receberam da polícia argentina o corpo da filha e batalham há 33 anos para achar o neto. “Ainda estou buscando o filho de Laura. Faz 33 anos e não tenho nenhuma pista de onde ele está vivendo, com quem e o que ele faz”, afirmou.

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