
As filas numa clínica particular que atende pelo SUS, no bairro do Canela, começam ainda de madrugada. 'Cheguei aqui 5h30', conta uma paciente.
Mas chegar cedo não garante o atendimento. 'Eles disseram que acabou a marcação. Agora, só fim do mês. Como é que pode?', reclama a dona de casa Marenice Assis.
À tarde, as filas não se repetiram. Um dos sócios da clínica, o médico Geraldo Fisher, diz que a marcação de exames e consultas é feita a cada 15 dias e que o máximo de atendimentos pelo SUS é de 3.500 procedimentos por mês.
'Um exame que nós temos grande dificuldade hoje é o ultrassom mamário. Nós abrimos a marcação para o início do mês e com duas semanas nós estouramos o nosso teto, não podemos continuar marcando. Ampliando o teto físico e financeiro teria condições de atendermos melhor', explica Fisher.
O problema se repete em outros locais da cidade. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, atualmente 228 unidades privadas, entre hospitais e clínicas, atendem a população de Salvador através do SUS. Juntas, elas recebem, por mês, mais de R$ 8,5 milhões.

'Quando nós assumimos, os prestadores que já existiam credenciados ao SUS, pela Secretaria Estadual e Saúde, nós assumimos e trouxemos eles pra cá. Não credenciamos nenhum novo prestador. Precisamos primeiro conhecer as nossas necessidades para, depois, fazer um chamamento público e aí sim a gente comprar o serviço que a nossa população precisa', diz a coordenadora de regulação de saúde, Alcione Bastos.
Ainda segundo a Secretaria Municipal da Saúde, as mudanças no sistema de marcação de exames devem começar em dezembro.
Jobson Santana
1 comentários:
Job seu blog ta lindo, adorei parabens e sucesso bjokas Isis Cardoso :)
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