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terça-feira, 4 de novembro de 2008

As filas numa clínica particular que atende pelo SUS, no bairro do Canela, começam ainda de madrugada. 'Cheguei aqui 5h30', conta uma paciente. Mas chegar cedo não garante o atendimento. 'Eles disseram que acabou a marcação. Agora, só fim do mês. Como é que pode?', reclama a dona de casa Marenice Assis. À tarde, as filas não se repetiram. Um dos sócios da clínica, o médico Geraldo Fisher, diz que a marcação de exames e consultas é feita a cada 15 dias e que o máximo de atendimentos pelo SUS é de 3.500 procedimentos por mês. 'Um exame que nós temos grande dificuldade hoje é o ultrassom mamário. Nós abrimos a marcação para o início do mês e com duas semanas nós estouramos o nosso teto, não podemos continuar marcando. Ampliando o teto físico e financeiro teria condições de atendermos melhor', explica Fisher. O problema se repete em outros locais da cidade. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, atualmente 228 unidades privadas, entre hospitais e clínicas, atendem a população de Salvador através do SUS. Juntas, elas recebem, por mês, mais de R$ 8,5 milhões. 'Quando nós assumimos, os prestadores que já existiam credenciados ao SUS, pela Secretaria Estadual e Saúde, nós assumimos e trouxemos eles pra cá. Não credenciamos nenhum novo prestador. Precisamos primeiro conhecer as nossas necessidades para, depois, fazer um chamamento público e aí sim a gente comprar o serviço que a nossa população precisa', diz a coordenadora de regulação de saúde, Alcione Bastos. Ainda segundo a Secretaria Municipal da Saúde, as mudanças no sistema de marcação de exames devem começar em dezembro. Jobson Santana

1 comentários:

Princesinha/Picurrucha disse...

Job seu blog ta lindo, adorei parabens e sucesso bjokas Isis Cardoso :)