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quarta-feira, 20 de agosto de 2008

O DESCASO COM A SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL





“Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá”, já dizia Gonçalves Dias em um dos seus famosos versos românticos onde demonstra sua imensa admiração pela paisagem do nosso país um lugar tão belo, mas com tantos problemas onde um dos principais é a precariedade da saúde pública, o caos no atendimento da população de baixa renda, com equipamentos sucateados ou inexistentes e a escassez de medicamentos, que fazem parte da realidade dos hospitais brasileiro. Será que só porque e público e para atender a população carente, não faz parte do Plano de Governo como prioridade? O que presenciamos constantemente em relação à saúde publica no Brasil, são pessoas morrendo dentro dos hospitais, por falta de socorro médico, leitos insuficientes para atender a tanta demanda e até escassez de material de consumo para proteger a saúde da população. Esta é uma dura realidade que coloca em suspeição a eficiência e eficácia do SUS (Sistema Único de Saúde).

A situação fica ainda pior com a super lotação dos hospitais do interior dos estados, com condições precárias bem piores do que nas capitais, acabam por transferir para leitos hospitalares das cidades que mal possuem abrigo para a demanda já existente e com isso acabam provocando aglomeração nos corredores com macas improvisadas (a maioria das vezes nem isso se encontra), a espera de um atendimento. Médicos são injustamente responsabilizados pela má condição de atendimento, mas estes são obrigados a acumular uma carga horária exaustiva acumulando vários empregos para poderem viver dignamente e recompensar o investimento na sua formação. Formação, diga-se de passagem, que só apresenta “status”, pois se eles fossem remunerados pela responsabilidade de seu trabalho não necessitariam ter uma carga horária tão grande e a qualidade de seu atendimento para o público carente não estaria como se encontra. E ainda são obrigados a atender pacientes com falta de medicamentos, equipamentos precários que não benefeciamo número de usuários que é maior do que o hospital pode suportar.


A política de governo aplicada para a saúde pública no país, pelo atual presidente e pelos governadores de estados, é de total “descaso”, pois investir em “SAÚDE” e “EDUCAÇÃO de “QUALIDADE” não atrai votos no período eleitoral. E muitos alimentam a cultura que basta distribuir alguns sacos de cimentos e alguns blocos para a construção de um “puxadinho” que não sai tão caro se manter a promessa de saúde e educação de qualidade. O Brasil é o segundo país em que o cidadão é obrigado a pagar mais impostos do que os outros países desenvolvidos, (o primeiro é a Suíça, mas neste país a carga tributaria elevadíssima dá retorno para o cidadão tanto em saúde como em educação de qualidade o que propicia a ele não recorrer ao atendimento privado), a diferença é que nos países de “Primeiro Mundo”, esse de tipo de problema não existe .

Isto tem contribuído para o aumento do caos da saúde pública. As autoridades competentesalegam constantemente que não há recursos, mas sabe-se que é mesmo falta de interesse, pois verbas altíssimas são repassadas para os estados (como forma de se fazer alianças para aprovação de projetos do governo federal e que acaba contribuindo para o desvio dessas verbas para benefícios próprios), dizendo-se que são para projetos de governo para beneficiar a população. Só não existe recurso para atender às necessidades da população pobre. Para a corrupção, tem-se de sobra. Falta de leitos nos atendimentos de emergência, de vagas para quem necessita de internamento, falta de medicamentos além de equipamentos hospitalares sucateados aliados ao péssimo controle da vigilância sanitária que ocasiona a ma higienização e consequentemente acaba sendo principal fator para grande proliferação de bactérias que provocam infecção generalizada e levam muitos pacientes a óbito.

E os órgãos responsáveis não têm tomado nenhuma providencia para que isso tenha fim. Aproveitando-se dos clamores da população que chega à beira do desespero nas portas dos hospitais públicos das cidades, muitos programas populares servindo-se do apelo da população divulgam a situação inicialmente apenas para manter a “audiência”, mas não cobram dos governantes de maneira constante a resolução dessa problemática. Na semana passada, com a greve dos médicos, pacientes gemiam com dores sem atendimento dentro do Hospital Regional.

E até mesmo foi presenciado um paciente com o crânio exposto, ensangüentado, morrendo sem atendimento, em um piso frio do corredor daquele hospital. A voz de quem sofre com o apagão da saúde pública a de ser mais forte que dos cansados que sofreram com o apagão aéreo . Os necessitadosda saúde estão cansados, mas não têm a quem recorrer, e ainda tem que batalhar todo o dia pra conseguir mais uma consulta. Diante desta realidade - que não é vista como novidade, mas como um problema que já se tornou crônico e exige solução rápida - quem mais sofre é a população carente, que depende exclusivamente dos serviços do SUS (Sistema Único de Saúde).

Jobson Santana

5 comentários:

Anônimo disse...

Gostaria de postar um acontecimento, na cidade de Concórdia SC.
Na 3a feira, nasceu um bebê com um problema de saúde (não muito comum para meus conhecimentos), uma artéria principal trancada (como se fosse um coágulo na horta) o nome científico não sei. Seguindo, o problema é gravíssimo onde se encontra até o presente momento na CTI do hospital (vale salientar q estão fazendo de tudo para o melhor da criança mas ainda esperam vaga para a cirurgia que tem q ser realizada em um centro maior, como Joinvile, Florianópolis, Porto Alegre ou Curitiba). Pois bem, eis a minha indignação: Em Porto Alegre, poderiam atender a criança, mas nossa BELA SECRETARIA DE SAÚDE DO ESTADO DE SC, simplesmente disse q não é permitido a transferência para outro estado e VIROU AS COSTAS para o assunto em questão. Até quando esse bebê conseguirá sobreviver esperando q a SAÚDE nos dê assistência necessária? E se fosse com um filho nosso, como nos sentiríamos? Até onde lutaríamos para conseguir ajuda?
Por favor, pense e ajude essa família q como tantas outras merecem e não tem coragem ou conhecimento para procurar seus direitos como cidadãos q SOMOS!!!!

Anônimo disse...

Adorei o blog,e concordo plenamente com sua opinião
Será que o governo nunca vai se tocar que a saúde pública do Brasil necessita de mais atenção do que qualquer outra coisa.Fico indignada com tantos problemas relacionado a saúde, pessoas morrendo em corredores de hospitais entre tantas outras coisas e governo não faz nada.
Até quando vai continuar assim.

Fran macfrazer disse...

Saúde pública brasileira deixa muito a desejar, eu trabalho como médico por vinte anos e vejo muito pouco progresso, especialmente na área de densitometria ossea.

Andrea Soares disse...

boa noite!
Venho através desse espaço expor minha indignação com a saúde pública do Brasil!!!!!!!!!!!

Hoje não conseguir atendimento em nenhum hospital público aqui na capital do estado de Pernambuco "Recife".

Com muito pesar venho expor que a saúde pública no estado de Pernambuco é uma vergonha. Na capital pernambucana se alguém necsessitar de atendimento hospitalar de urgência fica vagando ent
re UPAs e Policlínicas pois não existe médicos nessas unidades de prontoatendimento.

Você não consegue médico nem na capital pernambucana nem na Cidade patrimônio histórico "Olinda".

Relato que hoje por volta das 16:30h a UPA de Olinda não tinha médico e o plantão do próximo servidor estaria prestando atendimento apenas no dia seguinte. Naquele local que deveria prestar um atendimento de urgência principal de Olinda não tinha nenhum médico de plantão. Fomos orientados a seguir para o hospital de Olinda - Tricentenário que fica na cidade alta " ponto turístico principal de Olinda". Para minha surpresa o hospital de referencia da cidade estava sem médico para atendimento , além do mais estava fechado pois nãoi tinha nenuma pessoa para dar maiores explicações. Quando estava saindo sem saber para onde seguir com um paciente necessitando de atendimento de urgência, fomos orientados por taxista local seguir para Recife uma policlínica mais próxima seria a policlínica de Campina do Barreto. Porém ao chegar nesse local de referência em atendimento pois fica localizado mais próximo de Olinda, novamente não tinha nenhum médico. E o pior foi não ser necessário nem descer no carro, pois quando paramos o veículo o vigilante local já infromava que não tinha médico para nehum tipo de atendimento. Recebemos a seguinte orientação pelo funcionário para seguir até a UPA do Brejo, que fica do outro lado da cidade do Recife. Ressaltando que hoje é feriado na capital pernambucana e acontece um evento justamente na avenida principal que liga o caminho da policlínica até a UPA do Brejo. Por não conseguir atendimento de urgência retornamos para Olinda sem ser atendido.

Fica uma pergunta que necessitamos de uma resposta.
---Onde fica os impostos pago por nós contribuintes que destinado a saúde pública????????????????????????

Agora me vejo numa capital que será sede da COPA DO MUNDO 2014, que não existe saúde pública !!!!!!!!!!!!!

E os governantes prometendo ter uma UPA em cada bairro ......
Agora meus queridos governantes, para quê ter uma UPA em cada bairro se não tem o principal MÉDICO para efetuar apenas um atendimento de urgência?????????????????

Irislânny Lima disse...


O presente texto traz informações sobre a saúde pública brasileira. Seus nexos coesos e concisos estão bem articulados, permitindo uma compreensão precisa. Parabéns pela elaboração do texto, além de ser um ótimo texto retrata com exatidão o problema da saúde pública.