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domingo, 10 de setembro de 2023

Bolsonaro contratou entidade com R$ 3 bi pendentes para cuidar de saúde yanomami

Uma auditoria do Ministério da Saúde analisada pelo MPF (Ministério Público Federal) questiona a contratação, pelo governo de Jair Bolsonaro (PL), da Missão Evangélica Caiuá para atuar com saúde indígena no território yanomami. 

Segundo o relatório, a organização soma mais de R$ 3 bilhões em "convênios que ainda não tiveram o processo de prestação de contas concluído".

A Missão Evangélica Caiuá, identificada no Portal da Transparência do governo como uma entidade privada sem fins lucrativos, foi fundada em 1928. Ela tem convênios com o Executivo federal pelo menos desde 1999, dos quais 50 estão vigentes atualmente.
 

A apuração do ministério encontrou uma série de irregularidades em um contrato firmado no segundo semestre de 2019, junto à Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) e o Dsei (Distrito Sanitário Especial Indígena) Yanomami, e que chegou a R$ 182,2 milhões.
 

A auditoria diz, inclusive, que os funcionários que supostamente deveriam fazer o acompanhamento da execução do convênio e a fiscalização eram enfermeiros que nem sequer tinham conhecimento de tal atribuição.
 

Questionado, o Ministério da Saúde diz que não renovará o convênio, que se encerra neste ano, que abriu novo edital para diversos Dseis e que "os contratos firmados pela atual gestão da Sesai respeitam todos os processos legais para a contratação". Procurada por email na terça (5), a entidade não respondeu.

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