Pela primeira vez, o Brasil terá dados aprofundados sobre a prevalência e incidência da doença de Parkinson na população, a partir de um estudo de abrangência nacional.
Na Bahia, uma equipe do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) será responsável pela coleta e análise dos dados, além do atendimento aos pacientes.
Comandado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em associação com The Michael J. Fox Foundation, o estudo de base populacional vai acompanhar por volta de 8 mil indivíduos acima de 60 anos, durante cinco anos, na Bahia, Rio Grande do Sul, Pará e Distrito Federal. A cidade escolhida na Bahia para coleta dos dados foi Jacobina, a cerca de 340 km de Salvador.
Na primeira fase do estudo, serão aplicados questionários para triagem de parkinsonismo e distúrbio do comportamento do sono REM. Posteriormente, os casos rastreados como positivos serão examinados. Pelo período de cinco anos, esses indivíduos serão acompanhados, bem como aqueles com parkinsonismo sutil e uma amostra de indivíduos saudáveis.
Atualmente, no Brasil, apenas dois estudos de base populacional determinaram a prevalência de parkinsonismo.
Em Minas Gerais, a prevalência de doença de Parkinson foi de 3,3% para maiores de 64 anos. Já para as demais síndromes parkinsonianas, um estudo realizado na região Sudeste fornece dados sobre indivíduos maiores de 75 anos, com prevalência bruta de 10,7% para síndromes parkinsonianas. Outras regiões brasileiras não têm dados sobre a doença.


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