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sábado, 29 de outubro de 2022

Justiça nega pedido de liberdade a acusados por mortes de Dom e Bruno

 


A Justiça Federal do Amazonas negou nesta sexta-feira (28) o pedido de liberdade solicitado pela defesa de Amarildo da Costa Oliveira, Oseney da Costa de Oliveira e Jefferson da Silva Lima, acusados pelos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, em junho deste ano, no Vale do Javari. 

Os suspeitos estão sendo acusados de duplo homicídio qualificado com agravante de motivo torpe e ocultação de cadáver.

O advogado Aldo Raphael de Oliveira alega que os acusados foram torturados, além de estarem sendo privados de alimentação adequada e banho de sol. 


A defesa afirma ainda que um dos três clientes, Oseney Oliveira, seria inocente e que só confessou porque "foi torturado na delegacia de Polícia Civil em Atalaia do Norte". Ele ainda acusa a polícia de ter forçado o suspeito a envolver falsamente outras pessoas no caso, supostamente para que pudesse ser apontada a figura de um mandante.


O juiz federal Fabiano Verli, negou a soltura dos três acusados, manteve a prisão preventiva e justificou não ver "qualquer ilegalidade ou mudança relevante do estado de coisas que implique a cessação desta medida cautelar". Sobre o pedido para reversão da federalização do caso, o magistrado pediu a opinião do Ministério Público.
 

O caso que ganhou repercussão mundial e as investigações e processos judiciais continuam. Semana passada, o acusado de ser o mandante do crime, Rubens Villar Pereira, o "Colômbia", pagou fiança e vai responder pelo crime em liberdade.

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