O uso do nome social por eleitores transexuais e travestis disparou neste ano no Brasil.
Essa parcela, que em sua maioria se identifica com o gênero feminino e tem menos de 30 anos de idade, corresponde a 0,02% do eleitorado, ou 1 a cada 4.156 pessoas habilitadas para o pleito deste ano.
Para a secretária de articulação política da Antra, Bruna Benevides, o nome social é uma ferramenta importante para assegurar a cidadania das pessoas trans, sobretudo para aquelas que não retificaram o nome no Registro Civil ou não desejam fazê-lo. "A pessoa desconhece que, para além da retificação, ela pode usar o nome social. Ela é desestimulada a buscar esses direitos pelo fato de não ter informações acessíveis e campanhas para garantir que ela tome conhecimento", afirma.
Uma pesquisa da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) identificou 65 pessoas trans disputando o pleito deste ano, sem contar aquelas que integram candidaturas coletivas, mas não como titulares. Esse número representa 0,2% do total de registros, ou um a cada 435 postulantes inscritos.
O levantamento indica que há a possibilidade de que alguns candidatos ainda desconhecem o direito válido desde 2018, porque não preencheram o campo reservado ao nome social, enquanto se registraram com nome civil e nome de urna associados a gêneros diferentes.


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