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terça-feira, 5 de abril de 2022

Justiça britânica volta a analisar tragédia de Mariana


O rompimento da barragem da mineradora Samarco em Mariana (MG) está mais uma vez em pauta nos tribunais britânicos. 

Um julgamento que começou nesta segunda-feira (4) e continua até sexta-feira (8) analisa recurso apresentado pelos atingidos na tragédia. 

Eles pedem que os juízes reconheçam a competência da Justiça do Reino Unido para tratar do caso.

Em novembro do ano passado, o rompimento da barragem completou seis anos. Na tragédia, foram liberados 39 milhões de metros cúbicos de lama. 

A onda de rejeitos causou 19 mortes, destruiu comunidades e levou poluição a dezenas de cidades da bacia do Rio Doce até a foz no Espírito Santo. As informações são da Agência Brasil.
 

A ação do Reino Unido foi movida em 2018 por pouco mais de 200 mil atingidos, três comunidades indígenas, aproximadamente 600 empresas e 25 municípios, além da Arquidiocese de Mariana. Eles buscam uma indenização da BHP Billiton, mineradora anglo-australiana com sede em Londres que é, ao lado da Vale, acionista da Samarco.

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