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sábado, 29 de janeiro de 2022

Maduro mantém execuções extrajudiciais para conter protestos na Venezuela


Neste começo de 2022, a ditadura venezuelana tem mantido em prática um dos mecanismos que usa, segundo acusam organismos internacionais, para exercer controle social. Só na primeira quinzena de janeiro a ONG Control Ciudadano contabilizou 27 das chamadas execuções extrajudiciais.

Entre 2016 e 2021 somam-se 9.211 casos desses assassinatos, frequentemente levados a cabo pelas Faes (Forças de Ações Especiais, um grupo de elite da polícia) e pelo Conas (Comando Nacional Antiextorsão e Sequestro, vinculado à Guarda Nacional Bolivariana). 


Segundo a Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos e ONGs venezuelanas, a maioria dessas execuções ocorre em bairros mais pobres das grandes cidades e no interior.
 

"Trata-se de uma prática comum e frequente nessas regiões, para exercer controle social, conter protestos e impedir a adesão dessas pessoas a convocatórias feitas pela oposição", afirma à Folha Simón Gómez, pesquisador de direitos humanos da Universidade de Carabobo.
 

Levantamento da Cofavic, organização que acompanha o tema há três décadas, indica que 99% das vítimas são homens de regiões de maior vulnerabilidade social, 80% deles com menos de 25 anos. Segundo o grupo, em 80% dos casos há algum tipo de ameaça ou intimidação posterior a quem denuncia o crime.

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