domingo, 7 de novembro de 2010
Técnica permite tratar epilepsia e obesidade, mas tem custo alto
Imagine a possibilidade de ter implantado no cérebro um aparelhinho de marca-passo capaz de gerar impulsos elétricos que controlem doenças e ajam onde os remédios não conseguem dar uma resposta eficiente.
Não se trata de ficção científica, mas de uma técnica conhecida como neuromodulação e que já é utilizada com sucesso para o tratamento de Epilepsia, Mal de Parkinson, quadros de obesidade mórbida, incontinência urinária, surdez e, mais recentemente, vem sendo estudado o uso para o tratamento de depressão, distúrbios alimentares, enxaqueca e paralisia decorrente de derrame e coma prolongado.
De acordo com o neurologista Arthur Cukiert, considerado uma das maiores autoridades nacionais na técnica, as grandes vantagens da neuromodulação residem em dois aspectos: não causa lesões cerebrais e funciona usando a mesma forma de funcionamento do cérebro, ou seja, enviando e recebendo impulsos elétricos. "Em relação ao passado, a neuromodulação não lesa a estrutura cerebral e não precisa ser retirado", explica o médico, garantindo que o pior que pode acontecer é o uso não surtir os resultados desejados.
Os atuais dispositivos de neuromodulação são compostos de bateria, chip e microeletrodos, muito pequenos, medindo cerca de 5 centímetros. "Com a ampliação das pesquisas e a descoberta de novos procedimentos, a meta é que essa técnica possibilite a prevenção de sintomas, antes mesmos que eles apareçam", esclarece Cukiert, um dos pioneiros, no Brasil, do uso da neuromodulação para o controle de crises de epilepsia.
Como funciona
Retirar os dedos ao encostar numa superfície quente, correr para pegar algo prestes a cair de uma mesa. Todas essas funções sensoriais e motoras são determinadas pelo sistema nervoso que, através das ramificações espalhadas pelo corpo humano transportam para o cérebro as informações geradas pelos estímulos externos. São essas terminações nervosas também que transportam os comandos cerebrais que fazem com que o corpo reaja.
As terapias de neuromodulação utilizam o mesmo mecanismo, possibilitando que haja troca elétrica entre as células nervosas, assim, doenças e alguns sintomas provocadas por falhas nesses sistemas podem ser contornadas, a exemplo do Mal de Parkinson, onde a neuromodulação impede que a falta de dopamina afete a comunicação neural, causando os tremores nas mãos, por exemplo.
Para Arthur Cukiert, apesar da técnica já ser usada na rede pública, os valores na utilização da técnica - que possuem custos que variam de R$40 mil a R$ 100 mil - ainda são inconvenientes para o uso em larga escala ou para a prevenção de problemas.
FIQUE ATENTO!
CAPS
A cidade de Ubaitaba (BA) receberá recursos do Ministério da Saúde para ampliar o tratamento às pessoas com transtornos mentais e dependentes de álcool e outras drogas, nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última sexta-feira (5), a Portaria 3.353 do Ministério da Saúde autoriza o repasse anual.
Os recursos previstos na portaria serão repassados do Fundo Nacional de Saúde (FNS) para os fundos estaduais de saúde.
Marcadores:
Brasil,
cidade,
comportamento,
cultura pop,
Interior,
internet,
saúde,
serviços,
tecnologia,
Televisão
Assinar:
Postar comentários (Atom)

0 comentários:
Postar um comentário