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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Justiça em Contagem ouve dois réus envolvidos no caso Eliza Samudio

A juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues terminou às 19h50 (horário de Brasília) desta segunda-feira (8), no Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a oitiva do caseiro Elenilson Vitor da Silva, que é um dos réus do caso sobre o desaparecimento e morte de Eliza Samudio. A audiência começou às 10h e terminou às 19h50. Além de Silva, a ex-mulher do goleiro Bruno, Dayanne Souza, também foi ouvida. A leitura do inquérito pela magistrada iniciou-se às 16h. Na sequência, Marixa interrogou Silva, depois foi a vez do promotor de Justiça Gustavo Fantini e, em seguida, os advogados de defesa. Silva disse à Justiça que no primeiro depoimento dado à Polícia Civil, em Contagem, foi agredido com tapas no pescoço por um dos policiais civis. Ele disse, também, que, quando foi filmado pela imprensa com um saco de plástico preto, dentro sítio, estava transportando objetos particulares porque estava indo para a casa da mãe dele. A mudança seria porque ele estava sendo assediado de forma ininterrupta pela imprensa. Silva contou que não viu a mala de Eliza ser queimada dentro do sítio. Segundo ele, fraldas usadas teriam sido queimadas. Ainda de acordo com ele, a informação sobre a mala ele teria ficado sabendo por meio da imprensa. O caseiro falou à Justiça que conhece o goleiro Bruno há sete anos e, desde que tinha cerca de oito anos de idade, convive com Luiz Henrique Romão, o Macarrão. Silva informou que Eliza circulava normalmente pelas dependências do sítio, e que não houve nenhuma restrição à moça. Ele contou também que em momento nenhum houve uma reunião entre os réus para sequestrar e matar Eliza. A assessoria de imprensa da Polícia Civil de Minas Gerais informou que não vai comentar acerca das possíveis agressões que Silva teria sofrido em seu primeiro depoimento. Nesta terça-feira (9), a juíza Marixa reinicia, às 8h30, os depoimentos em Contagem. Flávio Caetano; Wemerson Marques e Sérgio Rosa Sales devem falar à Justiça. Ao final da audiência, Marixa leu um ofício da Polícia Civil que informava que a instituição não estava realizando nenhuma investigação paralela e que não foi encontrado nenhum elemento de que o corpo de Eliza Samudio estaria naquele local.

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