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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Grupo que fraudava vestibular é presa

O grupo preso por fraudar vestibulares de medicina movimentou R$ 5 milhões em seis meses, segundo cálculo da Polícia Civil. Neste período, eles atuaram em 11 processos seletivos. Ao todo, nove pessoas integram a organização, sendo que quatro estão foragidas. O esquema proporcionava uma vida de luxo aos criminosos.

Chamada de Operação Monge, a ação prendeu cinco suspeitos na quinta-feira (6), em Goiânia. De acordo com a Polícia Civil, eles vendiam as vagas por valores entre R$ 80 mil e R$ 120 mil para candidatos que se inscreviam em faculdades de Goiás, Minas Gerais e Distrito Federal.

As investigações apontam que 110 pessoas de doze estados e do Distrito Federal, que queriam cursar medicina, procuraram os fraudadores. Conforme o delegado, 52 alunos já fazem o curso. Outros 15 candidatos foram aprovados, mas não fizeram matrícula ainda e, por isso, ainda não pagaram.

O delegado informou que, até agora, não há indício da participação de funcionários de faculdades ou de bancas examinadoras no esquema.

As investigações começaram em setembro de 2016, após a denúncia da Universidade de Rio Verde (UniRV).

Em uma mensagem de celular interceptada pela Polícia Civil, uma estudante pergunta como funciona o esquema, e o criminoso responde: “Tenho por gabarito no celular, 80 mil, e direta por 120 mil”.



A polícia registrou o momento em que Fernando Batista Pereira, apontado como um dos suspeitos de integrar o grupo, comprou dez celulares em um camelódromo de Goiânia. Os aparelhos são simples. Uma agente da Polícia Civil se passou por candidata e marcou um encontrou com ele.

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