
Eram quase 21h da última quinta-feira, dia 25 de fevereiro, quando o motorista de um ônibus da linha Vila Norma-Cascadura, da Viação Flores, faz uma parada na Martin Luther King, na altura de Acari, Zona Norte do Rio.
Não havia placa sinalizando o ponto, e a porta abriu-se diante de uma espécie de meio-fio que separa as pistas. O espaço era tão estreito quanto o poste ao lado da passageira de 54 anos, que saltou pela porta dianteira. Ela desceu com alguma dificuldade, olhou para o lado, e o ônibus deu sinal de que ia partir. Segurando uma bolsa, ela se desequilibrou. O veículo, já em movimento, tocou suas costas e avançou. A mulher tentou se segurar, encostou os braços no veículo, mas não conseguiu.
Ivone Correa, 54 anos, caiu deitada no chão e, sem que desse tempo de se levantar, foi atropelada pelo mesmo ônibus. Ela estava a caminho de casa, ao fim de mais um dia de trabalho - era das faxinas diárias que tirava o seu sustento. Os verbos no passado dão conta da história: Ivone morreu na hora.

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