domingo, 7 de novembro de 2010
MEC admite erro e cria requerimento pela internet
O Ministério da Educação admitiu no final da tarde de hoje que soube apenas durante a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - ao abrir e distribuir as provas - que havia um erro na impressão do cartão-resposta entregue aos estudantes. Apesar de minimizar o problema, o governo não sabe quantos estudantes deixaram de ser avisados a tempo.
O erro ocorreu no cabeçalho do cartão-resposta, onde os alunos anotaram o gabarito. No caderno de prova, os estudantes tinham de responder, em primeiro lugar, as questões de ciências humanas, cujas questões vinham numeradas de 1 a 45. Depois, vinham as perguntas de ciências da natureza, entre os números 46 e 90. Porém, a ordem estava invertida no cabeçalho do cartão-resposta, o que causou confusão entre os estudantes.
O MEC criou um requerimento na internet para os estudantes pedirem a correção invertida. Mas o ministério também não sabia dizer a partir de quando essa possibilidade de correção estará disponível na internet. "No decorrer da semana", disse o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), José Joaquim Soares Neto.
Soares Neto admitiu ainda que não pode garantir que todos os 3,5 milhões de estudantes que compareceram hoje ao exame receberam a informação de preencher as respostas de acordo com a orientação dada de última hora pelo MEC. "Se por acaso alguma sala ou estudante não recebeu (orientação), estamos abrindo o requerimento", afirmou.
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