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domingo, 7 de novembro de 2010

Igreja Católica: Cuba deve respeitar prazo para soltar presos

A Igreja Católica cubana instou, este domingo, o governo, a libertar os 12 presos políticos que ainda estão detidos do total de 52 que Havana prometeu tirar da prisão em um prazo que terminou este domingo, para por um fim ao "sofrimento" dos familiares. "Esperamos que se tomem as decisões e se alivie o sofrimento e estas expectativas que, de alguma forma, estão criando abatimento nos sentimentos das esposas e outros familiares dos presos", declarou à imprensa José Félix Pérez, secretário da Conferência Episcopal. Mas cedo, as Damas de Branco, esposas dos presos políticos cubanos, dirigiram-se ao presidente cubano, Raúl Castro, para fazer o mesmo pedido de respeito à promessa feita de libertação dos dissidentes, e afirmar seu repúdio ao exílio na Espanha. "Somos mulheres cheias de fé, de esperança. Pedimos (em missa) que se abrande o coração dos governantes, que cumpram o prometido porque se não cumprirem", estariam "enganando" a Igreja, a Espanha e a comunidade internacional, disse Laura Pollán, líder das Damas de Branco, junto a um grupo de 30 destas mulheres. Ao deixarem o templo de Santa Rita, no oeste de Havana, onde a cada domingo pedem a libertação dos presos, Pollán afirmou que o governo está "acostumado" a "enganar" os presos, seus familiares e o povo de Cuba, mas desta vez a consequência é maior. A libertação de presos é fruto de um histórico riálogo entre o cardeal Jaime Ortega, arcebispo de Havana, e o presidente de Cuba, Raúl Castro, que se comprometeu em 7 de julho a libertar os 52 condenados em 2003 em um máximo de quatro meses, prazo que termina este domingo. Dos 52 que restavam na prisão do grupo de 75 dissidentes condenados em 2003 e reconhecidos como presos de consciência pela Anistia Internacional, 39 já foram libertados e emigraram para a Espanha.

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