Israel enfrenta uma quarta e severa onda de Covid-19 após a chegada da variante delta, no começo de julho.
Um mês e meio depois, o país lida com um aumento significativo no número de infectados, hospitalizações e mortes, mesmo com um dos maiores índices de vacinação do mundo: quase 60% da população ou 74% dos maiores de 12 anos- estão completamente imunizados.
O percentual talvez tenha aproximado Israel da imunidade coletiva diante do vírus original. Mas certamente não é mais suficiente na era da delta. Assim, há cada vez mais indícios de que os fármacos atuais protegem com menor eficácia cinco meses após a aplicação. E, como o país começou a vacinação em massa no fim de dezembro, boa parte dos vacinados recebeu a segunda dose há mais tempo.
Ao longo de toda a pandemia, 6.748 pessoas já morreram de Covid em Israel, 262 das quais de 1° a 19 de agosto, quando a média semanal alcançou 21 vítimas por dia. A última vez que houve registro de cifra semelhante foi em 2 de março, quando o país saía da terceira onda por meio da vacinação. Desde abril, as mortes diárias nunca haviam passado de três, com alguns dias sem registros de óbitos.
Os índices voltaram a subir após a chegada da variante delta. Na quinta (19), mais de 8.300 pessoas receberam o diagnóstico de coronavírus maior valor desde 1° de fevereiro.
A quantidade de internações também é a maior desde o começo de abril: cerca de 600 pessoas estão hospitalizadas em estado grave, das quais cerca de 90% não se vacinaram ou receberam apenas uma dose do imunizante.
Assim, os israelenses, que pensavam ter se livrado de vez da pandemia após um ano e meio, viram o governo impor outra vez o uso de máscaras em locais fechados e quase todas as restrições relacionadas a aglomerações e distanciamento -incluindo o chamado "passe verde", que permite somente a vacinados entrar em locais como restaurantes, hotéis, estádios, teatros, cinemas e academias.
E outras medidas, inéditas, estão sendo adotadas. A primeira e mais importante é a aplicação da terceira dose da vacina da Pfizer, a única usada em Israel, em todos os habitantes com mais de 40 anos.
O país foi o primeiro a optar por esse caminho, iniciado em 30 de julho, e até agora mais de 1,2 milhão de pessoas já receberam a dose extra. Também já podem receber o reforço professores e mulheres grávidas imunizadas há mais de cinco meses. Em duas semanas, todos poderão tomar mais uma dose.


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