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sexta-feira, 5 de junho de 2020

Estudo detecta centenas de novos coronavírus em morcegos da China

Um vírus hipotéticamente irmão ao SARS-CoV-2, responsável pela pandemia, pode estar escondido na natureza. Segundo o jornal El País, uma análise genética de centenas de novos coronavírus encontrados em morcegos da China aponta que alguns vírus tem alto potencial de contágio entre espécies. 


A descoberta também leva a uma "origem provável" do causador da Covid-19 em uma espécie regional de morcegos-de-ferradura.

 

A conclusão foi feita pela Eco Health Alliance, uma organização internacional dedicada a investigar doenças emergentes que surgem da fauna selvagem e ameaçam a humanidade. Em conjunto com o Instituto de Virologia de Wuhan, foram analisadas mais de 1.200 sequências genéticas de coronavírus achados em morcegos, sendo 630 delas novas.


Os vírus causadores da SARS, da MERS e da covid-19 pertencem a um grupo de coronavírus chamado betacoronavírus. 


A nova análise sugere que outro grupo, o dos alfacoronavírus, tem maior facilidade para saltar entre espécies. 


Os autores pedem a implantação urgente de programas de vigilância que procurem novos coronavírus nas populações de morcegos do sul da China, mas também em países vizinhos, como Myanmar, Laos e Vietnã.

 

A nova análise genética, um rascunho pendente de sua publicação na revista especializada Nature Communications, aponta os morcegos-de-ferradura como principal reservatório de vírus similares ao SARS, outro coronavírus irmão do atual que surgiu em 2002 na China e matou 800 pessoas. 


Os coronavírus de morcegos também são suspeitos de serem os antecessores do vírus da síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS, na sigla em inglês), um agente patogênico letal identificado pela primeira vez na Arábia Saudita em 2012, que infecta os humanos através dos dromedários.

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