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terça-feira, 15 de maio de 2018

Sem Lula, Bolsonaro lidera em todos os cenários, indica pesquisa

A pesquisa CNT/MDA divulgada nesta última segunda-feira, 14, mostra que Lula tem 32,4% das intenções de votos para presidente da República no primeiro turno, seguido por 16,7% de Bolsonaro e 7,6% de Marina Silva. Sem o ex-presidente na disputa, Bolsonaro fica com 18,3%, Marina Silva com 11,2% e Ciro Gomes com 9%.



No segundo turno, a tendência se mantém, Lula lidera as intenções de votos contra Bolsonaro (45,7% contra 25,9%), Marina Silva (44,4% contra 21%), Geraldo Alckmin (44,9% contra 19,6%), Henrique Meirelles (47,1% contra 13,3%) e Michel Temer (49% contra 8,3%).

Sem Lula no segundo turno, cresce a quantidade de votos brancos e nulos e Bolsonaro empataria tecnicamente com Marina Silva (ambos com 27,2% de intenções de voto) e com Ciro Gomes (Bolsonaro com 28,2% e Ciro com 24,2%), e venceria os demais postulantes.

"Lula tem voto da esquerda consolidada, quando ele sai 4% vai pro Ciro, 4% vai pra Marina, grande parte vai pra brancos e nulos. Se vier um candidato Lula dificilmente vai conseguir um porcentual alto de transferência de votos", opinou o presidente da CNT, Clésio Andrade. Ele entende que há candidatos sem chance de serem eleitos, como o atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, também o senador Álvaro Dias, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles e o presidente da República Michel Temer. O presidente da CNT entende que a situação do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin é "muito difícil".

Clésio Andrade entende que os níveis de rejeição serão decisivos no segundo turno e no levantamento, Michel Temer tem a maior de todas: 87,8% não votariam nele de jeito nenhum. Chama atenção também o aumento da rejeição de Geraldo Alckmin que está em 55,9%. Na conclusão do relatório, está destacado que o grande porcentual de brancos e nulos, especialmente quando o ex-presidente é retirado do rol de candidatos, indicaria que o eleitor ainda está em busca de um candidato que mereça voto.

Outros dados

Os dados mostram que 71,2% tem um avaliação negativa do governo de Michel Temer, contra 4,3% que tem uma visão positiva. A aprovação do desempenho pessoal de Temer é de 82,5% de desaprovação contra 9,7% de aprovação. Nos estados, os governadores são vistos como ótimos por 2,9% dos entrevistados, como bons por 16,6%, como regulares por 33,2%, como ruins por 14,8% e como péssimos por 26,1%.

A pesquisa ainda coloca que 44,3% dos entrevistados acreditam que a corrupção vai continuar na mesma proporção no Brasil mesmo com as ações da Operação Lava Jato e que 17,3% ainda avaliam que vai aumentar. Quanto à expectativa para os próximos seis meses, 41,9% dos ouvidos opinaram que a segurança pública vai piorar e os números são desfavoráveis quanto ao aumento de vagas de emprego ou da renda mensal dos brasileiros, ainda quanto à melhorias nas áreas de saúde e educação.

O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral, foi feito entre os dias 9 e 12 de maio, em 137 município nas cinco regiões do Brasil. A margem de erro é de 2,2 pontos e o nível de confiança é de 95%.

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