
A manobra política é possível graças ao artigo 36, inciso IV do estatuto do clube, que diz: “ao Conselho Deliberativo compete destituir, a qualquer tempo, por decisão de 2/3 (dois terços) do Colegiado, os membros do Conselho Diretor por ele eleitos”.
Esse número equivale a 135 dos 200 conselheiros do clube. Até a noite desta terça, 30, a lista contava com 30 nomes. De acordo com o presidente do Conselho Deliberativo, Paulo Catharino Gordilho Filho, a movimentação foi influenciada pela informação de que Eduardo Morais teria sido apontado como diretor de controle do departamento de futebol, para trabalhar em conjunto com Sinval Vieira - confirmação depende do Conselho Deliberativo.
O próprio presidente Ivã de Almeida enviou uma nota aos conselheiros para desfazer o “mal entendido”.
Antes da movimentação pró-impeachment, o dia já estava instável, graças à reunião do Conselho com o diretor de futebol Sinval Vieira e o gerente Petkovic. Na reunião, a portas fechadas e com transmissão na internet interrompida, Sinval teria colocado o cargo à disposição, mas seguiu no clube após intervenção do presidente.

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