Até agora, cinco pessoas foram condenadas por homicídio por causa do naufrágio que deixou 32 mortos. O comandante do navio aguarda julgamento.

Hoje, o casco tombado do Costa concórdia, onde viajavam 4,2 mil pessoas e onde 32 perderam a vida, está rodeado de plataformas construídas especialmente para o seu complexo resgate.
Pela primeira vez na história um navio desta dimensão, de 114 mil toneladas e 300 metros de comprimento, será literalmente puxado das pedras de granito que cortaram um dos seus lados.
A operação começou com três horas de atraso, por causa da forte chuva da madrugada. Quinhentas pessoas, de 26 nações, trabalham para que o Costa Concórdia possa flutuar até um porto vizinho para cumprir o seu destino final: o ferro-velho.
Para voltar à posição vertical, o casco será endireitado em 65 graus, um trabalho que deve durar até 12 horas. Cinquenta e seis grossas correntes de aço, cada uma delas de 26 toneladas e de 58 metros de comprimento, irão levantar o lado que tombou nas pedras. Com muito cuidado para não deformar o fundo, que depois será apoiado sobre um fundo artificial, construído embaixo d'água.
Mas os temores são muitos. Um dos riscos da operação é que a rotação do navio possa provocar um tsunami, uma onda de quatro metros de altura, segundo os cálculos dos responsáveis. O Porto de Giglio será esvaziado e os jornalistas estão em uma parte mais alta da ilha.

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