Grandes tapetes de espuma cobriam a superfície do rio Tietê na área urbana de Pirapora do Bom Jesus, na manhã desta quarta-feira. O espetáculo que atraía curiosos denunciava também um aumento na poluição concentrada nas águas. Com o vento, alguns blocos se deslocavam e caíam nas ruas próximas do rio.
Moradores reclamam que, ao secar, a espuma deixa manchas no chão, em roupas e na pintura dos carros. A prefeitura alega que a cidade perdeu mais de 50% dos turistas por causa da poluição do rio e quer uma compensação.
O fenômeno ocorre dois quilômetros abaixo de uma barragem existente no rio. O Tietê corta o centro velho da cidade e, ao passar pelos vertedouros da barragem da Usina Hidrelétrica do Rasgão, as águas turbilhonam e produzem a espuma. A cidade de 15.727 habitantes abriga o santuário do Bom Jesus, destino de 600 mil romeiros por ano. Apesar da beleza cênica, a espuma incomoda os turistas, diz a secretária do santuário, Raíssa Aureliano da Silva.
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