Frustrado com a escalada da guerra civil na Síria, o ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) Kofi Annan renunciou à chefia da missão especial da ONU e da Liga Árabe para mediar o conflito. Annan disse que ficará na chefia da missão até o final de agosto, mas distribuiu críticas à situação política na Síria e à abordagem que a ONU adotou na crise.
Annan também disse que o presidente sírio Bashar Al-Assad, que desde março de 2011 reprime a revolta, precisa deixar o poder. Annan disse que aceitou comandar a missão, “que alguns apelidaram de ‘missão impossível’, porque queria ajudar a comunidade internacional, liderada pelo Conselho de Segurança da ONU, a encontrar uma solução pacífica para a crise.
O objetivo era parar a matança de civis e também os abusos contra os direitos humanos, bem como colocar a Síria no caminho de uma transição política”, afirmou em Genebra. Segundo a ONU, mais de 15 mil pessoas foram mortas na Síria desde que a revolta contra Assad estourou em março do ano passado.
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