Aproximadamente 500 mil pessoas amanheceram sem ônibus nesta segunda-feira em Maceió. A paralisação na capital alagoana dura 24 horas e é comandada pelo Sindicato dos Transportadores Rodoviários de Alagoas (Sintro/AL) - que cobra aumento nos salários e melhores condições de trabalho. O movimento acontece três dias após decisão da Justiça, que obriga os empresários a reduzir o valor da passagem de ônibus de R$ 2,30 para R$ 2,10.
Com a greve em Maceió, os transportes clandestinos estão espalhados pela cidade e chegam a cobrar R$ 8, pouco mais de três vezes o valor regulamentado da passagem. "Protesto é protesto e nenhum ônibus sairá da garagem por questão de segurança. A estimativa é de que cidade fique 24 horas sem transporte coletivo e a partir da terça-feira seja deflagrada uma grande greve", disse Écio Ângelo, presidente do sindicato.
Ele promete uma greve geral, a partir de amanhã, "jamais vista em Alagoas". Nem 30% dos ônibus serão garantidos, disse Ângelo. Os rodoviários reivindicam aumento de 7,75% no valor bruto dos salários, 12,5% de reajuste no valor do ticket alimentação e 15% no pagamento do plano de saúde.
Na semana passada, decisão da 14ª Vara Cível da Capital determinou a redução no valor da passagem de ônibus em Maceió. O aumento anterior foi decidido este ano, em decisão do desembargador Washington Luiz, do Tribunal de Justiça, que acatou os argumentos dos donos das empresas de ônibus. Eles queriam reajuste de R$ 2,50- o que acabou impedido pelo Ministério Público Estadual.
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