Pages

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Funcionários mantêm greve e aguardam negociação

Os funcionários dos Correios na Bahia reúnem-se na tarde desta segunda-feira, 10, em assembleia às 17h, na Praça da Inglaterra, no Comércio, para aguardar novidades de uma possível negociação entre o comando geral de greve e a Empresa de Correios e Telégrafos. Enquanto isso, os trabalhadores continuam paralisados.

O sindicato espera que haja um acordo antes do julgamento do dissídio, marcado para acontecer nesta terça-feira, 11, no Tribunal Superior do Trabalho (TST). “Os ministros deixaram em aberto uma negociação, e, tendo a negociação, não precisamos ir para dissídio”, explicou Joseval Cunha, um dos diretores do sindicato na Bahia.

Em campanha por reajuste salarial, os funcionários dos Correios decidiram parar as atividades por tempo indeterminado no dia 13 de setembro. Antes de iniciar a paralisação, a categoria estava há mais de 40 dias em negociação com a empresa, segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos da Bahia (Sincotelba).

Os funcionários decidiram cruzar os braços para reivindicar piso de 3,5 salários mínimos, ou um aumento real de R$ 400, reposição das perdas salariais referente ao período de 1994 a 2010 (24,76%), cesta alimentação e refeição no valor de R$ 300, cada, e redução da jornada de trabalho de 8h para 6h para quem trabalha no atendimento.

Mais de cinco mil funcionários em todo o Estado, perto de três mil em Salvador, entre carteiros, supervisores, atendentes, operadores de triagem, motoristas, motociclistas, além do pessoal administrativo, estão com os trabalhos parados. A última greve da categoria foi em 2009 e durou apenas dois dias.

No último dia 5, a maioria dos 35 sindicatos dos trabalhadores da Empresa rejeitou o acordo fechado no dia 4, entre representantes dos funcionários e diretores da empresa, no TST. No acordo, ficou decidido que seria feita uma reposição salarial da inflação de 6,87%, mais um reajuste linear de R$ 80 já a partir deste mês. Essa última concessão foi um dos pontos de entrave nas negociações, já que a categoria queria o pagamento do ganho real linear para o mês de agosto.

A conciliação no TST também isentou os servidores de desconto total pelos 21 dias de paralisação dos serviços. Os funcionários, no entanto, teriam que pagar 16 dias que não foram trabalhados, repondo as horas nos finais de semana. A medida foi tida como necessária para colocar em dia a entrega de correspondências que ficaram presas nas agências durante a greve.

0 comentários:

Postar um comentário

Deixe aqui sua opinião